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Adenomiose: sintomas

O útero é revestido por três camadas: perimétrio (camada serosa), miométrio e endométrio. Endométrio é a camada que o reveste internamente, composta por tecido epitelial vascularizado. É responsável por abrigar o embrião até que ocorra a formação da placenta. Para isso, a cada ciclo menstrual, estimulado pela ação do estrogênio, esse tecido se torna mais espesso. Se não houver fecundação, descama, provocando a menstruação.

A camada intermediária, o miométrio, é constituída de musculatura lisa e possibilita as contrações no momento do parto: na gravidez as fibras lisas aumentam em quantidade e tamanho.

Quando o endométrio cresce em outros locais pode resultar em duas patologias femininas bastante comuns: endometriose e adenomiose.

Este texto aborda a adenomiose, destacando os principais sintomas que alertam para a doença e os tratamentos indicados.

O que é adenomiose?

Ainda que endometriose e adenomiose possuam uma semelhança etiológica, elas se diferenciam no local de crescimento do tecido endometrial ectópico. Na endometriose, ele se desenvolve fora da cavidade uterina, como nos ovários ou tubas uterinas.

Enquanto na adenomiose, cresce no miométrio, a camada muscular do útero e resulta na formação de pequenas bolsas.

As causas da adenomiose ainda permanecem desconhecidas, desde que a doença foi descrita pela primeira vez pelo patologista alemão Carl Von Rokitansky, em 1860. Porém, do século dezenove até os dias atuais, diferentes teorias surgiram para explicar o crescimento anormal do tecido no miométrio.

Uma delas, por exemplo, sugere a possibilidade de as células do endométrio terem sido depositadas no miométrio durante o desenvolvimento fetal. Outra, que pode resultar de inflamações no endométrio ou de cirurgias.

A mais recente especula, que as células-tronco da medula óssea podem invadir o miométrio provocando a doença.

Mulheres acima de 40 anos que tiveram filhos são mais propensas à adenomiose. No entanto, pode ocorrer em qualquer idade. Durante a fase reprodutiva aumenta o risco de problemas na fertilidade.

A adenomiose pode ser focal, nos casos em que apenas um foco, ou poucos, estão localizados em diferentes pontos do miométrio. E, difusa, se muitos focos espalharem pela camada.

Quais são os sintomas de adenomiose?

Muitas vezes a adenomiose é assintomática, da mesma forma que pode provocar somente um leve desconforto, principalmente nos estágios iniciais. No entanto, à medida que doença desenvolve, tende a manifestar sintomas mais severos, que geralmente interferem na qualidade de vida das mulheres portadoras.

São estimulados pelo processo inflamatório, que surge como consequência do crescimento do tecido anormal. Por outro lado, o tecido ectópico também reage à ação do estrogênio, hormônio responsável pelo espessamento do endométrio, provocando a formação de pequenas bolsas. Elas tendem a aumentar o fluxo menstrual e, consequentemente, causar cólicas severas.

Os principais sintomas manifestados pela adenomiose são:

Como tratar a adenomiose?

Conheça as opções de tratamento para adenomiose:

Se a mulher estiver tentando engravidar e a adenomiose for apontada como o principal fator de infertilidade a indicação para obter a gravidez é o tratamento por fertilização in vitro (FIV), associado a outros procedimentos médicos para garantir melhor ambiente uterino.

Tratamento por FIV

Na FIV óvulos e espermatozoides são fecundados em laboratório. Atualmente o método mais utilizado é a FIV com ICSI, em que cada espermatozoide é diretamente injetado no citoplasma do óvulo por um micromanipulador de gametas, aparelho de alta precisão. O processo possibilita maiores chances de a fecundação ocorrer.

Os embriões formados são posteriormente cultivados em laboratório por até seis dias e transferidos para o útero em dois estágios de desenvolvimento: no terceiro dia (D3) ou entre o quinto e sexto (blastocisto).

Após a transferência a gravidez pode ser confirmada em duas semanas, quando o hCG, conhecido como hormônio da gravidez, já está presente no sangue e na urina. Caso o resultado seja negativo, o procedimento é novamente repetido.

No entanto, os índices de sucesso da FIV com ICSI são bastante altos: cerca de 50% a cada ciclo de realização do tratamento.

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