Como calcular o período fértil? - Clínica Reproduce

Como calcular o período fértil?

Para aumentar as chances de a gravidez ser bem-sucedida, uma alternativa bastante simples é calcular o período fértil, principalmente em ciclos menstruais regulares, de 28 dias. Vale ressaltar que mulheres com ciclos de intervalo entre 21 e 35 dias tendem a ter uma adequada ovulação, enquanto ciclos mais curtos ou mais longos geralmente são anovulatórios, ou seja, nos quais não ocorre a ovulação.

Também conhecido como janela da fertilidade, o período fértil tem curta duração. Por isso, além de garantir um cálculo preciso do início e final desse período, é importante manter relações sexuais nos dias mais férteis.

Este texto foi elaborado para apresentar como deve ser feito o cálculo do período fértil nos ciclos regulares, assim como destaca a interferência da irregularidade na fertilidade feminina.

Saiba como calcular o período fértil em ciclos regulares

Um ciclo menstrual é considerado regular quando:

É dividido em três fases: folicular, ovulatória e lútea e cada uma delas desempenha um papel importante para o sucesso da gravidez.

A fase folicular inicia no primeiro dia e dura até aproximadamente o 13º. Nela ocorre o recrutamento de vários folículos, embora apenas um se desenvolva e amadureça até se romper para liberar o óvulo. O processo é estimulado principalmente pela ação do hormônio FSH (hormônio folículo-estimulante).

Nessa fase, também tem início o espessamento do endométrio, estimulado pelo estradiol, que progressivamente aumenta a sua produção à medida que os folículos crescem. Esse processo é fundamental para que o embrião formado possa se fixar na parece uterina (endométrio) e dê início à gestação.

No 14º dia ocorre a ovulação, quando o folículo se rompe e libera o óvulo. A fase é conhecida como ovulatória e dura apenas de 24 a 36 horas. É durante esse período que o espermatozoide pode fecundar o óvulo, que sai dos ovários e é captado pela tuba uterina.

Depois da ovulação começa a fase lútea, que encerra o ciclo no 28º dia. Na fase lútea, o folículo que antes abrigava o óvulo se transforma em corpo-lúteo, importante para a secreção de progesterona, que, com o estrogênio, assegura o espessamento final do endométrio e a implantação do embrião.

O endométrio abriga e nutre o embrião até que a placenta seja formada. Quando a fecundação não ocorre, ele descama, iniciando um novo ciclo.

Em ciclos regulares, é necessário estimar a data da menstruação seguinte. Subtraem-se 14 dias dessa data, pois a fase lútea varia menos do que as outras ao longo do ciclo menstrual. A data obtida é a da provável ovulação. O casal deve manter relações sexuais durante esse período para aumentar as chances de fecundação.

Se a mulher tem um ciclo de 28 dias e a data de sua última menstruação foi 18 de junho, a menstruação seguinte deve ser no dia 16 de julho. Ao subtrair 14 dias, é provável que a ovulação seja no dia 2 de julho. Como pode haver pequenas variações de ciclo para ciclo, indica-se que o casal mantenha relações sexuais por alguns dias antes e depois da data da ovulação.

Além disso, estima-se que os espermatozoides possam sobreviver nas tubas uterinas por alguns dias, aguardando o momento oportuno para promover a fertilização. Portanto, manter relações num intervalo que vai de 3 a 4 dias antes da suposta ovulação e por até 2 dias dela deve ser incentivado.

Entenda como irregularidades menstruais interferem na fertilidade feminina

Irregularidades menstruais geralmente indicam disfunção na ovulação. Os problemas de ovulação são considerados a causa mais comum de infertilidade feminina e têm como principal característica a diminuição na produção dos gametas femininos ou ausência total de ovulação, condição conhecida como anovulação.

Apesar de causar infertilidade, entretanto, o problema pode ser solucionado pela estimulação ovariana, processo utilizado em todas as técnicas de reprodução assistida (relação sexual programada – RSP, inseminação artificial – IA e fertilização in vitro – FIV) que aumenta o número de óvulos disponíveis para fecundação.

Em todos os tratamentos as chances de gestação são maiores, embora a FIV registre os percentuais mais expressivos de gravidez bem-sucedida.

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