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Como descobrir se sou infértil?

A infertilidade geralmente é identificada após tentativas malsucedidas de engravidar e pode ser igualmente provocada por fatores masculinos e femininos. Para que a gravidez ocorra, óvulos e espermatozoides devem estar saudáveis, assim como os órgãos reprodutores – ovários, tubas uterinas, útero e testículos – e, inclusive, o embrião formado.

Diversas condições podem alterar o funcionamento normal dos sistemas reprodutores feminino e masculino. No entanto, na maioria das vezes, os problemas podem ser solucionados pelas técnicas de reprodução assistida, consideradas o tratamento padrão para pessoas que sofrem com infertilidade.

Este texto aborda a infertilidade, destacando as causas femininas e masculinas, os sintomas manifestados, diagnósticos e funcionamento dos tratamentos de reprodução assistida.

Causas de infertilidade

Os distúrbios de ovulação são considerados a principal causa de infertilidade feminina. São caracterizados pela baixa produção de óvulos ou pela ausência de ovulação, condição conhecida como anovulação, e geralmente resultam de irregularidades menstruais.

Obstruções nas tubas uterinas também representam um percentual bastante alto de casos, além de outras condições que podem inibir a fecundação e o desenvolvimento da gravidez, como endometriose, miomas uterinos, pólipos endometriais, doença inflamatória pélvica (DIP) e síndrome dos ovários policísticos (SOP).

A infertilidade masculina, por outro lado, quase sempre resulta de problemas nos espermatozoides: diminuição da produção, da qualidade, alterações na morfologia, na motilidade ou no DNA, assim como a ausência deles no líquido seminal ejaculado, condição conhecida como azoospermia, considerada uma das causas mais graves que pode ser provocada por doenças, como varicocele, e outras condições, como vasectomia (nesse caso, é uma azoospermia induzida, portanto uma forma de contracepção).

Inflamações no sistema reprodutor, danos nos testículos, uso de anabolizantes, distúrbios hormonais, ejaculatórios e disfunção erétil podem também afetar a fertilidade masculina, dificultando a fecundação.

Alguns fatores, da mesma forma, representam risco para a fertilidade de homens e mulheres. Com o avanço da idade, por exemplo, há um declínio natural. A reserva ovariana começa a diminuir a partir dos 35 anos, comprometendo a produção e qualidade dos óvulos, e os espermatozoides de homens acima dos 50 anos têm menor qualidade.

Em ambos os casos, a infertilidade pode ser provocada por fatores genéticos.

Infecções sexualmente transmissíveis (IST), hábitos, como tabagismo e alcoolismo, uso de substâncias nocivas, obesidade, baixo peso, sedentarismo e excesso de exercícios físicos estão ainda entre os fatores de risco. É fundamental manter hábitos de vida saudáveis se a intenção for ter um filho.

Principais sintomas de infertilidade

Além da falta de sucesso em engravidar, alguns sintomas contribuem para identificar problemas de fertilidade.

Nas mulheres, a infertilidade pode ser sinalizada por irregularidades menstruais, que geralmente provocam distúrbios de ovulação e resultam de alterações hormonais, manifestadas por diferentes sintomas. Os mais comuns são:

Apesar de na maioria dos casos a infertilidade masculina ser assintomática, distúrbios relacionados à disfunção sexual e sintomas manifestados por alterações hormonais, por exemplo, podem sugerir o problema. Os principais incluem:

Métodos para diagnosticar a infertilidade

A infertilidade é definida pela ausência de gravidez em um período maior que 12 meses. Quando a idade for avançada ou houver evidências de distúrbios que podem levar à infertilidade, a pesquisa deve ser iniciada antes de 12 meses. Para identificar o que causou o problema são realizados diferentes tipos de exames. A abordagem terapêutica é definida a partir do diagnóstico.

Nas mulheres, o primeiro exame realizado é o teste para avaliar a reserva ovariana, que possibilita identificar a quantidade e a qualidade dos gametas femininos. Há alguns exames indicados para isso, como a contagem de folículos antrais, realizada por meio de ultrassonografia, a dosagem do FSH (hormônio folículo-estimulante) e o teste do hormônio anti-mülleriano, também considerado um marcador da reserva ovariana.

Os testes hormonais avaliam os níveis dos hormônios responsáveis pelo processo reprodutivo e exames de imagem são solicitados para detectar anormalidades nos ovários, tubas uterinas e útero.

O espermograma, exame que avalia o potencial da fertilidade masculina, é o primeiro a ser solicitado para os homens. É um exame que determina o prognóstico fértil do homem com base em parâmetros como a quantidade (concentração), o movimento (motilidade) e forma (morfologia) e, ao mesmo tempo, indica anormalidades no sêmen.

Os hormônios responsáveis pela formação e produção dos gametas masculinos também são avaliados, assim como os testículos e suas estruturas, por exames de imagem.

Para excluir a possibilidade de a infertilidade ser causada por infecções sexualmente transmissíveis (IST), o rastreio é recomendado em ambos os casos.

Se houver suspeita de infertilidade causada por distúrbios genéticos, homens e mulheres deverão, ainda, fazer o rastreio.

Nos casos em que os testes falham em detectar qualquer anormalidade, é feito o diagnóstico de infertilidade sem causa aparente (ISCA).

Entenda como a infertilidade pode ser tratada pelas técnicas de reprodução assistida

A técnica de reprodução assistida mais adequada para o tratamento de infertilidade também é indicada de acordo com cada caso.

Três técnicas principais compõem os tratamentos de reprodução assistida: a relação sexual programada (RSP), a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV). As duas primeiras são consideradas de baixa complexidade, uma vez que a fecundação ocorre naturalmente dentro do corpo da mulher, nas tubas uterinas.

A FIV é considerada uma técnica de alta complexidade porque a fecundação ocorre em laboratório, o embrião é cultivado por alguns dias e só então é depositado na porção interna do útero (endométrio).

As técnicas de baixa complexidade são geralmente indicadas para mulheres com até 35 anos que tenham disfunção na ovulação, endometriose em estágio inicial e quando a infertilidade é classificada como sem causa aparente (ISCA).

Porém, um dos objetivos do tratamento por RSP é a definição do período mais fértil para que a relação sexual ocorra, aumentando as chances de gravidez. Ou seja, todo o processo acontece como em uma gestação natural. Por isso, as tubas uterinas e os espermatozoides devem estar saudáveis.

Na IIU, o tratamento também pode ser realizado se houver anormalidades no muco cervical, importante para que os espermatozoides sejam transportados até as tubas uterinas, ou quando os gametas masculinos apresentam alterações leves, uma vez que os de melhor morfologia e motilidade são selecionados pelo preparo seminal e depositados no útero durante o período fértil.

Nos casos em que os tratamentos de menor complexidade não são bem-sucedidos, para mulheres acima dos 35 anos, para casos de obstruções das tubas uterinas e para homens com infertilidade causada por fatores mais graves, a técnica mais adequada é a FIV, em que os espermatozoides fecundam os óvulos em laboratório, aumentando as chances de sucesso.

Na FIV, um conjunto de técnicas complementares permite a solução de diferentes problemas, como o rastreio das células embrionárias evitando a transmissão de doenças genéticas e anormalidades cromossômicas, e a definição do período de maior receptividade do endométrio. Também é possível recorrer às técnicas de doação de gametas ou óvulos.

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