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Doação de óvulos (ovodoação)

Quando não é possível engravidar com a utilização de gametas próprios, o tratamento pode ser realizado a partir da doação de gametas (óvulos ou espermatozoides) e embriões. Essa é geralmente um dos últimos recursos ao qual o casal recorre para tentar ter filhos.

A doação de óvulos ou ovodoação é particularmente indicada para mulheres com problemas de fertilidade que impedem a gravidez, entre eles a diminuição da reserva ovariana, comum ao avanço da idade ou resultado de uma condição conhecida como falência ovariana prematura (FOP), em que há perda da função ovariana precocemente, antes dos 40 anos. Além disso, o processo de ovodoação é fundamental para que casais homoafetivos masculinos possam ter filhos.

No entanto, para ser beneficiado pela técnica, é preciso observar as regras determinadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão responsável por regulamentar a reprodução assistida no Brasil.

Este texto explica o funcionamento da doação de óvulos na FIV, destacando as indicação e regras do CFM.

Como a doação de óvulos funciona?

De acordo com as normas do CFM, a idade limite para doação de óvulos é de 34 anos, idade em que a mulher ainda possui uma boa reserva ovariana. Porém, doadoras não podem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa, da mesma forma que a doação não pode ter caráter lucrativo ou comercial.

A doadora deve ser clinicamente saudável e ter uma boa reserva ovariana. Essas condições são avaliadas por exames específicos realizados antes da doação.

O CFM permite tanto a doação altruísta como a doação compartilhada de óvulos: quando doadora e receptora, que participam do tratamento, podem compartilhar óvulos e custos.

Independentemente do tipo de doação, a mulher passa por algumas etapas. O processo tem início com a estimulação ovariana, realizada com medicamentos hormonais para o recrutamento de um número maior de folículos, como bolsas que armazenam os óvulos. O objetivo é estimular o desenvolvimento e amadurecimento de uma quantidade maior de folículos (idealmente 8 ou mais) e obter mais óvulos para fecundação.

Exames de ultrassonografia são realizados a cada 2 ou 3 dias para acompanhar o processo de desenvolvimento. Quando os folículos atingem o tamanho ideal, a maturação final e o rompimento deles também são induzidos por medicamentos hormonais.

Em aproximadamente 35 horas a coleta dos folículos é realizada por punção, antes da ovulação. Do líquido coletado dos folículos são selecionados os óvulos que podem ser então fecundados ou congelados, caso não haja ainda a receptora.

Após a escolha da doadora, a mulher receptora também pode receber medicamentos hormonais para garantir a receptividade endometrial, fundamental para a implantação do embrião ser bem-sucedida.

Esses óvulos podem seguir dois caminhos:

Como a FIV é concluída

O processo que se segue após a recepção dos óvulos é o mesmo que na FIV por ICSI. Uma vez havendo os óvulos disponíveis, é coletado o sêmen do parceiro (também pode ser sêmen doado) para a separação e capacitação dos espermatozoides. Com ambos os gametas de melhor qualidade, é feita a fecundação em laboratório.

Na ICSI, atualmente o método de fecundação utilizado, os espermatozoides coletados são injetados diretamente no citoplasma de cada óvulo. Ou seja, é um único espermatozoide para cada óvulo. Desse processo são gerados os embriões. A intenção é gerar um número elevado para que as chances de gravidez aumentem.

Os embriões são cultivados por alguns dias em laboratório. O tempo de cultivo varia de acordo com as condições do endométrio feminino e a quantidade e qualidade dos embriões.

O processo de transferência, o último da FIV, é bastante simples e realizado na própria clínica de reprodução assistida. Com a mulher em posição ginecológica, os embriões são inseridos em um cateter e depositados no útero com auxílio de ultrassom.

Depois de alguns dias já é possível confirmar a gravidez. Os percentuais com óvulos doados são semelhantes aos do tratamento com gametas próprios (pareados pela idade da doadora). A FIV é a técnica de reprodução assistida que possui os maiores índices de sucesso.

Veja as regras do CFM para doação de óvulos

As principais regras determinadas pelo CFM para doação de óvulos são:

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