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Endometrite: veja como é feito o tratamento

A endometrite representa a inflamação do endométrio, tecido de revestimento interno do útero que recebe o embrião para iniciar a gravidez. A endometrite possui diversas causas, entre elas: resíduos placentários ou abortivos, doença inflamatória pélvica (DIP) ou inflamações com origem bacteriana que atingem o trato urinário.

A doença pode ser aguda, quando tem curta duração, e evoluir para a endometrite crônica quando não tratada de forma adequada. Em sua forma crônica é normalmente assintomática, ou causa sintomatologia leve, o que dificulta o seu diagnóstico e escolha do tratamento.

Apesar de ambas envolverem o endométrio e interferirem de alguma forma na fertilidade feminina, a endometrite e a endometriose possuem diferenças. Na endometriose, o tecido endometrial tem seu crescimento anormal fora do útero e atinge principalmente as mulheres em idade reprodutiva. Sua classificação depende da sua localização, profundidade e quantidade de lesões.

Entenda melhor como a endometrite acontece e saiba qual a melhor forma de tratamento em cada situação.

Quais os sintomas da endometrite?

Normalmente a endometrite aguda tem curta duração, enquanto a crônica, além de se estender por mais tempo, pode ser muitas vezes assintomática. Quando manifestados, os sintomas que podem indicar a patologia são:

Outro sinal que pode indicar a endometrite é a infertilidade feminina que pode dificultar o processo em busca da gravidez. Por atingir o endométrio, que recebe o embrião para iniciar a sua nutrição e desenvolvimento na gestação, a doença acaba interferindo na reprodução, principalmente quando não é tratada de maneira correta.

A inflamação do endométrio pode interferir na implantação embrionária. Mesmo ocorrendo a fecundação, o embrião não consegue se fixar nas paredes uterinas para continuar o processo da gestação. A falta de tratamento da doença pode acarretar um avanço para órgãos próximos, como as tubas e os ovários, o que pode afetar outras etapas da reprodução.

Mulheres que desejam engravidar e sofrem com a endometrite devem fazer o tratamento antes de procurar auxílio na reprodução assistida. Existem técnicas eficientes nesta situação, porém, quando não tratada adequadamente a doença pode causar falhas de implantação do embrião.

Como é feito o diagnóstico da endometrite?

Durante o exame físico no consultório já é possível identificar alguns sinais como o inchaço, a sensibilidade uterina e a presença de secreções. Aliado a isto é preciso realizar exames para complementar o diagnóstico e identificar as causas da inflamação.

Para avaliar a inflamação e identificar bactérias, pode ser feito um hemograma completo. Já para a identificação de infecções sexualmente transmissíveis, como a clamídia e a gonorreia, são realizados exames de urina e análise das secreções vaginais.

Também é necessário avaliar a cavidade uterina para visualizar as alterações causadas pela inflamação nos órgãos. Os principais exames de imagem feitos são a ultrassonografia transvaginal, a ressonância magnética e a histeroscopia ambulatorial.

A biópsia do endométrio pode ser necessária, mas dependerá da técnica, da quantidade de amostra e do médico que irá avaliar o material enviado.

Esse diagnóstico pode ser bastante difícil de ser realizado, pois nem sempre os sintomas sugerem a doença e nem sempre os exames são específicos.

Como é feito o tratamento da endometrite?

Quando causada por bactérias, a endometrite tem seu tratamento feito pelo uso de antibióticos, que são prescritos de acordo com a infecção. O tempo de uso do medicamento também é determinado de acordo com cada situação.

Para casos em que a infecções sexualmente transmissíveis são a origem da patologia, os parceiros sexuais devem ser tratados para evitar a reinfecção. Após o tratamento, é necessário passar por uma nova avaliação para confirmar o fim da inflamação e da infecção.

É indicada a intervenção cirúrgica quando existem abcessos ou aderências formadas em decorrência da inflamação, principalmente quando houver a doença inflamatória pélvica associada à endometrite. Ou ainda quando é necessário retirar resíduos de tecido placentário e abortivos.

A videolaparoscopia e a vídeo-histeroscopia são as técnicas mais utilizadas nesses casos, por serem minimamente invasivas e permitirem a retirada das aderências e tecidos sem causar danos ao útero.

Na maior parte dos casos, a fertilidade é restaurada após o tratamento para a endometrite. Quando ainda assim a mulher enfrenta problemas com a infertilidade, é possível optar pelo tratamento da reprodução assistida que possui técnicas muito avançadas.

Reprodução assistida

A reprodução assistida pode ser de grande ajuda a mulheres que enfrentam problemas de infertilidade por diversos motivos. A principal técnica utilizada em casos de mulheres que passaram pela endometrite é a fertilização in vitro (FIV), porém, é preciso tratar a inflamação antes dos procedimentos.

A endometrite, quando não tratada corretamente, afeta órgãos essenciais para o processo de reprodução. Com isso, é possível que haja falhas de implantação quando a doença ainda afeta o endométrio.

Quando, mesmo após o tratamento da doença, a mulher ainda encontra alterações na fertilidade, ela pode ser submetida à FIV, um método de alta complexidade e muito eficiente na medicina reprodutiva.

A FIV tem a maior parte dos seus procedimentos realizados em laboratório e é feita em cinco etapas principais: a estimulação ovariana, coleta dos gametas, fecundação, cultivo dos embriões e transferência embrionária. Por ser muito avançada, costuma ser muito indicada em diversos casos de infertilidade, principalmente os mais graves.

Se você quer saber mais sobre a endometrite, leia o post em nosso site e conheça as principais causas e ocorrências da doença.

 

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