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Espermograma

Diferentes condições podem alterar a qualidade do sêmen e dos gametas masculinos (espermatozoides), dificultando ou inibindo o processo de fecundação. Para analisar esses critérios, o primeiro exame realizado é o espermograma, conhecido ainda como análise seminal.

Os resultados apontados pelo exame possibilitam avaliar a capacidade reprodutiva masculina e determinar o tratamento mais adequado para cada paciente se houver alterações.

Além disso, é um método importante para diagnosticar algumas patologias urológicas, para confirmar o sucesso de procedimentos como a vasectomia, cirurgia de esterilização masculina ou da reversão do procedimento (reversão da vasectomia), assim como avaliar pacientes inférteis que estejam buscando tratamentos de reprodução assistida.

O espermograma é o principal exame para avaliar a fertilidade masculina. De acordo com os resultados, é possível planejar a melhor conduta terapêutica para o casal.

Este texto explica detalhes do espermograma. Destaca os resultados diagnósticos proporcionados pelo exame e os tratamentos de reprodução assistida indicados quando ele indica alterações na fertilidade.

Como o espermograma funciona?

Os espermatozoides são produzidos nos túbulos seminíferos, localizados nos testículos – cada testículo possui de 250 a 1000 túbulos. O processo, chamado espermatogênese, pode sofrer interferência de diversos fatores, incluindo infecções frequentemente provocadas por bactérias, entre elas patógenos sexualmente transmissíveis como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.

Infecções podem interferir na produção e motilidade dos gametas masculinos, resultando em alterações na produção, na morfologia ou motilidade, dificultando ou impedindo que a fecundação ocorra.

Da mesma forma, tendem a estimular uma reação autoimune e a formação de anticorpos antiespermatozoides, levando a uma diminuição da qualidade dos espermatozoides e do sêmen. Entre as características seminais analisadas pelo espermograma está a presença de glóbulos brancos, que pode indicar a possibilidade de alterações provocadas por processos infecciosos.

Os principais critérios do sêmen e dos espermatozoides analisados pelo espermograma são:

Do sêmen

Análise dos gametas masculinos

Os resultados diagnósticos indicam a quantidade de espermatozoides presentes nas amostras coletadas e demonstram percentualmente os que possuem motilidade e morfologia normais.

Os seguintes resultados podem ser indicados pelo exame. Eles orientam a definição da abordagem terapêutica mais indicada para cada paciente:

Idealmente devem ser analisadas de duas a três amostras de sêmen, coletadas em intervalos maiores que 15 dias entre cada coleta.

Conheça os tratamentos de reprodução assistida indicados para infertilidade masculina

A IIU (inseminação intrauterina) e a FIV (fertilização in vitro) com ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) são as duas técnicas indicadas quando alterações apontadas pelo espermograma comprometem a fertilidade masculina.

A IIU, também chamada inseminação artificial (IA), é indicada quando há pequenas alterações mais sutis na morfologia ou motilidade dos espermatozoides ou se houver problemas como disfunção erétil dificuldades em ter ou manter uma ereção.

Para os problemas mais graves, entre eles a azoospermia, ou ausência de espermatozoides no sêmen, a técnica mais adequada é a FIV com ICSI. No tratamento, é possível, por exemplo, a recuperação dos espermatozoides em homens azoospérmicos dos epidídimos ou dos testículos.

Os gametas mais capacitados para fecundação – com melhor motilidade e morfologia – são selecionados por técnicas de preparo seminal.

Os espermatozoides capacitados são utilizados para fecundar os óvulos disponíveis na ICSI, em que cada gameta masculino é injetado diretamente no interior do óvulo, aumentando as chances de fecundação.

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