Preservação social da fertilidade - Clínica Reproduce

Preservação social da fertilidade

A preservação social da fertilidade é uma opção para mulheres que pretendem adiar os planos de gravidez e que desejam preservar a capacidade reprodutiva em antecipação ao declínio natural, que ocorre com o avanço da idade.

Anteriormente, o procedimento era indicado apenas para pacientes oncológicas, que podem ter a fertilidade afetada pelos tratamentos. No entanto, com o avanço das técnicas de criopreservação, as taxas de gravidez com óvulos frescos ou congelados são atualmente semelhantes, por isso o congelamento social se tornou tendência no mundo todo, principalmente entre as mulheres.

A escolha de adiar a gravidez é motivada por diferentes fatores: pessoais, profissionais, financeiros ou psicológicos.

Entenda, neste texto, como a preservação social da fertilidade é realizada nos tratamentos por FIV.

Como a preservação social da fertilidade é realizada?

Normalmente, a preservação social da fertilidade é indicada idealmente para mulheres com até 35 anos, quando os níveis da reserva ovariana ainda são altos. Ainda que seja uma opção mais procurada por mulheres, pois a fertilidade feminina sofre um declínio mais rapidamente do que a masculina, diversos casais também têm utilizado o recurso.

O congelamento social de óvulos pode ser realizado no Brasil desde 2013, quando as regras para utilização das técnicas de reprodução assistida foram ampliadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), possibilitando o acesso para pessoas solteiras que desejam engravidar, tendo ou não problemas de fertilidade.

Antes de iniciar o tratamento, diferentes exames são indicados: o teste de avaliação da reserva ovariana, para avaliar a quantidade e potencial qualidade dos óvulos, o espermograma, que avalia o potencial de fecundação dos espermatozoides, e testes hormonais, para analisar os níveis dos hormônios reprodutivos.

Entenda como a fertilidade é preservada em cada caso:

Nos casos em que a opção é pelo congelamento de embriões, os gametas selecionados são fecundados em laboratório. O embrião é geralmente cultivado até a fase de blastocisto, entre o quinto e o sexto dia de desenvolvimento, para então ser congelado. Em alguns casos, pode-se optar por congelá-los em uma etapa mais precoce (3° dia de desenvolvimento).

De acordo com estudos, a qualidade dos gametas e embriões congelados não diminui após o descongelamento, proporcionando, assim, taxas de gravidez semelhantes às do tratamento realizado com eles frescos: a FIV é a técnica de reprodução assistida que possui os percentuais mais expressivos de sucesso por ciclo de realização.

A preservação social da fertilidade provoca riscos?

A preservação social da fertilidade é considerada um procedimento seguro e os riscos são bastante raros. Quando ocorrem complicações, elas estão associadas à punção folicular, que pode causar o desenvolvimento de processos infecciosos e sangramento, em alguns casos.

Os medicamentos utilizados na estimulação ovariana também podem resultar no desenvolvimento da síndrome da hiperestimulação ovariana (SHO), que provoca alterações metabólicas ou outras complicações. No entanto, a condição é muito rara e de fácil controle.

Importante ter em mente que a qualidade dos gametas ou embriões será mantida ou postergada até que eles sejam utilizados. Esta qualidade será proporcional e individual a cada situação. A idade da mulher continua sendo o principal determinante de qualidade e, portanto, de chances de gravidez. Dessa maneira, congelar óvulos antes dos 35 anos e em alguns casos até mais cedo, é a estratégia mais adequada para a finalidade do congelamento social.

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