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Adenomiose: o que é e como afeta a mulher?

Quando se fala de saúde da mulher e infertilidade feminina, doenças como endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e miomas uterinos são frequentemente citadas. Essas doenças são mais conhecidas e, portanto, seu conceito é mais facilmente entendido pela população.

No entanto, existem diversas outras doenças, que não são tão conhecidas e por isso nem sempre é fácil de explicá-las. Uma delas é a adenomiose, que consiste na “invasão” do endométrio na camada mais interna do útero. Para explicar o que é a adenomiose e quais os problemas que ela pode acarretar na vida da mulher, preparamos este artigo. Siga lendo o artigo e saiba mais.

O que é adenomiose?

Para entender o que é a adenomiose e como ela age no organismo feminino, em primeiro lugar é importante compreender como é constituído o útero. Esse órgão em formato de pera é composto por três camadas: o perimétrio (camada externa) é formado por tecido conjuntivo; o miométrio (camada intermediária) consiste em tecido muscular liso; e o endométrio (camada interna) é uma mucosa.

Quando a mulher menstrua, o sangramento vaginal ocorre por conta da descamação da superfície do endométrio. Essa camada mucosa que reveste toda a cavidade uterina se torna mais espessa a cada ciclo menstrual para receber um novo embrião e, caso a mulher não engravide, acontece esse processo de descamação.

Na adenomiose, as células do endométrio se desenvolvem em direção ao miométrio, ou seja, “invadem” a camada uterina adjacente. Isso faz com que o útero tenha seu tamanho aumentado e provoca um processo inflamatório.

Por ser uma doença pouco conhecida, é comum que a adenomiose seja confundida com a endometriose, que também se caracteriza pelo endométrio ectópico. No entanto, na endometriose os focos de tecido endometrial estão fora do útero, em órgãos como ovários, tubas uterinas, bexiga, intestinos, entre outros.

A adenomiose é uma doença benigna, que afeta de 20% a 30% da população.

Quais os sintomas e fatores de risco da doença?

O processo inflamatório gerado pela adenomiose é capaz de causar fortes cólicas menstruais, fluxo menstrual mais intenso do que o normal, dor durante as relações sexuais e inchaço no abdome.

Mulheres que já tiveram filhos têm maior probabilidade de ter a doença, bem como aquelas que já fizeram curetagem ou cirurgias no útero.

Qual a relação da adenomiose e a infertilidade?

Até 14% das mulheres com adenomiose apresentam infertilidade. O motivo para isso ainda não é muito claro, mas entre as hipóteses está a dificuldade de mobilidade dos espermatozoides e de implantação do embrião por conta ­­­das alterações sofridas no ambiente intrauterino.

Estudos já sugerem por exemplo, que, em vez de seguir em direção à tuba uterina onde ocorreu a ovulação, a maior parte dos espermatozoides tenderia a ficar no útero ou a ir para a tuba oposta. Outra teoria diz que haveria maior vascularização do endométrio em determinadas fases do ciclo menstrual, dificultando a implantação do embrião.

Formas de tratamento

Existem algumas formas de tratar a adenomiose, sendo que a melhor terapêutica deve ser definida com base em critérios como o desejo da mulher de engravidar e a presença de sintomas. Conheça os principais:

Histerectomia

A cirurgia de retirada do útero pode ser usada como tratamento definitivo para adenomiose, pois cessa de vez os sintomas. No entanto, ela não atende a mulheres que desejam ter filhos. A histerectomia costuma ser indicada somente para casos muito graves da doença.

Anticoncepcionais

Para controle dos sintomas leves em pacientes que queiram preservar a fertilidade, mas não engravidar imediatamente, é possível usar hormônios na forma de anticoncepcionais orais ou no dispositivo intrauterino (DIU). Esses medicamentos são capazes de controlar os sangramentos, as dores e diminuir a inflamação no miométrio. Não se sabe, no entanto, se esse tipo de tratamento tem algum efeito sobre a infertilidade causada pela doença.

Cirurgias conservadoras

Existem ainda algumas técnicas cirúrgicas para remover os focos de adenomiose, caso a paciente tenha o desejo de conservar o útero. Para que esse tipo de procedimento seja bem-sucedido, é necessário que a mulher tenha as tubas uterinas em bom estado e a cavidade uterina intacta, sendo necessário apenas reconstruir a parede uterina.

É importante ressaltar, no entanto, que mesmo nessas condições a paciente pode estar sujeita a riscos no futuro, como o desenvolvimento de aderências pélvicas e intrauterinas, redução da capacidade do útero e a recorrência de adenomiose.

Reprodução assistida

Mesmo após tratamento, a paciente com adenomiose pode continuar apresentando infertilidade. Nesses casos, pode ser indicado o uso de técnicas de reprodução assistido. A adenomiose, porém, também pode ser um motivo de insucesso desses métodos, por conta da tendência a falhas de implantação.

Por isso pode ser indicado o uso de análogos do hormônio liberador de gonadotrofina (aGnRH) antes do procedimento. Eles ajudam a reduzir as lesões, o tamanho do útero e os sintomas da doença, melhorando as chances de sucesso de técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro (FIV).

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