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Espermograma: entenda os resultados

O espermograma é um exame laboratorial realizado para analisar parâmetros do sêmen e identificar características dos espermatozoides, os gametas masculinos. Ele é usado para avaliar a saúde reprodutiva do homem e aspectos que possam caracterizar a infertilidade masculina.

Casais que passam por mais de 12 meses de tentativas de engravidar, sem o uso de métodos contraceptivos, e não alcançam a gravidez, devem procurar um especialista para investigar as causas do problema.

O homem e a mulher passam por exames que analisam seus gametas e sistema reprodutivo para confirmar se estão saudáveis. Quando algo não está dentro do normal, eles podem optar pelo tratamento por reprodução assistida.

No caso dos homens, o espermograma é o exame padrão para avaliar o sêmen e os espermatozoides, a fim de encontrar ou descartar a presença de alterações que justifiquem a dificuldade para engravidar.

Assim, é possível determinar o melhor caminho durante o tratamento contra a infertilidade, adotando a melhor técnica dentro das necessidades do casal. De forma individualizada, as chances de sucesso na reprodução assistida são muito maiores.

A seguir, entenda como o espermograma analisa os parâmetros seminais e como os seus resultados são avaliados.

Como o espermograma é realizado?

O espermograma é realizado em uma clínica especializada e a coleta do sêmen é feita pelo paciente por masturbação. Ele deve se encontrar em completa abstinência sexual por 2 a 5 dias antes do procedimento.

O material é depositado em um recipiente de vidro ou de plástico e não devem ser utilizados lubrificantes para não contaminar a amostra. Após esse processo, é enviado ao laboratório para ser analisado.

Para essa análise são levados em consideração alguns parâmetros e características do sêmen e dos espermatozoides. Assim, é possível identificar as alterações encontradas e definir a melhor opção de tratamento em cada situação.

O exame é indicado na investigação de casos de infertilidade, quando o casal busca respostas sobre a sua dificuldade para engravidar de forma natural. Nos tratamentos de reprodução assistida, o espermograma é solicitado para avaliar as condições do homem e determinar os métodos utilizados em cada técnica.

Quais parâmetros são analisados no espermograma?

O espermograma faz dois tipos de avaliações: a macroscópica e a microscópica. A análise macroscópica avalia aspectos do sêmen, como:

Já a microscópica analisa a concentração e o número de espermatozoides no sêmen, motilidade (capacidade de movimentação), vitalidade e morfologia (formato).

Qualquer alteração encontrada nesses aspectos pode indicar algum problema de saúde que interfere na fertilidade do homem. Portanto, é essencial que essa análise seja feita de forma criteriosa, a fim de direcionar o melhor tratamento em cada caso.

O ideal é que sejam realizadas de duas a três análises do material coletado, com intervalo de no mínimo 15 dias entre as coletas para confirmar os diagnósticos encontrados.

Quais os possíveis resultados do espermograma? 

Existem alguns possíveis resultados após a avaliação deste material que podem indicar problemas e dificuldade para alcançar a gravidez. Dentre as características analisadas pode-se encontrar os seguintes resultados:

Astenozoospermia

Quando um percentual alto de espermatozoides presentes nas amostras tem a capacidade de movimentação reduzida, baixa motilidade progressiva. Em muitos casos não é possível determinar as causas reais da astenozoospermia, mas ainda existe a possibilidade de tratamento.

Teratozoospermia

Quando um percentual alto de espermatozoides presentes nas amostras têm o formato inadequado. Neste casos, podem ser realizados novos exames para complementar o diagnóstico e encontrar possíveis causas de infertilidade.

Oligozoospermia

Quando a concentração de espermatozoides presentes nas amostras é inferior ao que é considerado normal. Em casos graves, é possível que a melhor opção para engravidar seja pela reprodução assistida.

Criptozoospermia

Quando após a centrifugação das amostras são encontrados raros espermatozoides. Nessa situação, a fertilização in vitro (FIV) pode ser uma boa opção de tratamento por permitir a utilização desses poucos espermatozoides. Quando os raros que saem no ejaculado não tiverem qualidade adequada, é possível a retirada do gameta diretamente dos testículos ou dos epidídimos, viabilizando a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide).

Azoospermia

Quando não existem gametas na amostra coletada é diagnosticada a azoospermia, uma das principais causas de infertilidade masculina. Pode ser causada por diversas condições e é classificada como obstrutiva e não-obstrutiva. Homens com azoospermia, também podem ter os espermatozoides recuperados dos epidídimos ou testículos e utilizados na FIV. 

A análise do material deve ser feita sempre por um médico especialista no assunto, pois ele será capaz de determinar os resultados e direcionar o paciente para um melhor tratamento de acordo com o seu caso.

Existem opções na reprodução assistida capazes de auxiliar em casos de infertilidade masculina, como a inseminação artificial (IA) e a FIV. A IA é um método menos complexo e indicado quando os resultados indicam alterações mais leves.

Já a FIV é uma técnica mais complexa, que utiliza procedimentos mais avançados em laboratório. É muito indicada em casos mais graves de infertilidade ou quando outros métodos não são eficientes.

Se você se interessou pelo assunto, leia mais sobre o espermograma em nosso site e conheça detalhes do procedimento.

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