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Histerossalpingografia: o que é e quando é indicada?

O processo de reprodução humana envolve todo o sistema reprodutor e depende do bom funcionamento dos órgãos para que a gravidez aconteça.

Nas mulheres, os principais órgãos desse sistema são os ovários, as tubas uterinas e o útero. Os ovários são responsáveis pela produção de hormônios fundamentais nesse processo e pelo armazenamento e liberação dos óvulos.

É nas tubas uterinas onde ocorre o encontro dos espermatozoides com os óvulos, permitindo assim a fecundação. As tubas também são o caminho que levam o embrião ao útero.

A implantação do embrião ocorre no endométrio, tecido que reveste a parede uterina, e o feto se desenvolve no útero até o momento do nascimento.

Alguns exames são responsáveis por analisar a situação desses órgãos e identificar se eles se encontram em boas condições para o processo de reprodução.

Conheça a seguir o exame de histerossalpingografia, utilizado para verificar aspectos morfológicos das tubas uterinas e do útero:

O que é histerossalpingografia?

Trata-se de um exame de raio-X que utiliza o contraste. É realizado para identificar alterações e obstruções nas tubas uterinas ou qualquer anormalidade no útero que possa interferir na fertilidade feminina.

O contraste auxilia no exame deixando evidentes as anormalidades encontradas no útero. Quando não houver alteração, o fluido corre pelas extremidades e o corpo o absorve naturalmente.

Com a histerossalpingografia é possível identificar trompas bloqueadas, o que impede a passagem dos gametas para a reprodução. Também é utilizado no diagnóstico de outros problemas ginecológicos como os miomas uterinos e os pólipos endometriais.

Quando o exame é indicado?

Uma das principais indicações da histerossalpingografia é para mulheres com problemas para engravidar. Quando se iniciam as suspeitas, uma investigação deve ser iniciada para diagnosticar possíveis alterações no sistema reprodutor da mulher.

Pacientes que passaram por cirurgias ou infecções são mais propensas a sofrerem obstruções e alterações nas cavidades uterinas. Alguns fatores que podem levar a essa situação:

A histerossalpingografia também é utilizada após procedimentos como a laqueadura ou a reversão de laqueadura, para avaliar o resultado dessas cirurgias e a situação morfológica das tubas uterinas.

Como é realizado o exame?

É um procedimento com duração de aproximadamente 30 minutos e é pouco invasiva para a paciente. Raramente oferece complicações e é um raio-X considerado seguro, com pouca exposição à radiação.

É possível que a paciente sinta desconforto e uma cólica inicialmente, mas costuma passar com poucos minutos. Em alguns casos, pode ser indicado o uso de medicamentos para dor e antibióticos para evitar infecções.

A fim de obter melhores resultados, sua realização é feita uma semana após o período menstrual e antes da ovulação. Caso haja a suspeita de gravidez, a mulher deve informar ao médico, pois a pressão do líquido que será injetado e a radiação pode ser prejudicial ao feto.

Pode ser realizado em laboratório ou ambiente hospitalar, mantendo todos os cuidados necessários. Objetos metálicos devem ser removidos para evitar interferências e a paciente utiliza uma vestimenta adequada.

Em posição ginecológica, um espéculo é inserido para limpar o colo uterino e o contraste é aplicado. Este contraste realiza o mapeamento dos órgãos do sistema reprodutor feminino e permite uma melhor avaliação da anatomia e morfologia do útero e das trompas.

Uma sequência de imagens é feita para serem impressas ou digitalizadas, pois assim é possível avaliar todos os ângulos e obter um diagnóstico mais detalhado.

Ainda que sejam raras, as complicações relacionadas a este exame são associadas a reações alérgicas ao contraste, infecções pélvicas, lesões ou perfurações no útero.

Após o exame, a paciente pode apresentar cólicas, corrimento ou pequenos sangramentos menstruais, porém são considerados sintomas normais e passageiros.

Caso apresente algum outro sintoma mais grave, a paciente deve procurar um médico para avaliar as possíveis complicações encontradas.

A histerossalpingografia na reprodução assistida

Após 12 meses de tentativas falhas de engravidar, sem o uso de nenhum método contraceptivo, a infertilidade conjugal já pode ser considerada. Com isso, o casal pode procurar auxílio médico para investigar as causas desse problema.

Por se tratar de um exame que avalia os principais órgãos do sistema reprodutor feminino, a histerossalpingografia é muito importante na investigação da infertilidade feminina e na reprodução, seja ela natural ou de forma assistida.

O exame é feito para diagnosticar diversas doenças e alterações que comumente causam a infertilidade de muitas mulheres.

Após esse diagnóstico, é possível escolher o tratamento adequado para cada caso individualmente. Aos casos que necessitem passar por técnicas de reprodução assistida, são encontradas três opções, sendo elas: a relação sexual programada (RSP), a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV).

Esses métodos são bastante utilizados para auxiliar casais com problemas na fertilidade e dispõem de técnicas complementares a fim de aumentar as chances de sucesso de cada procedimento.

Conheça melhor o exame de histerossalpingografia, como é realizado e em quais situações é indicado.

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