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Dor abdominal pode ser sinal de infertilidade?

A dor que ocorre na parte baixa do abdome, chamada dor pélvica, como toda dor, é sempre um sinal de alerta do organismo. Nas mulheres pode indicar desde o período ovulatório, manifestar durante a menstruação sem sinalizar nenhum problema, ou sugerindo condições mais sérias, incluindo algumas patologias que podem causar infertilidade feminina.

Geralmente é aguda ou em cólica (como as menstruais) e pode ser eventual ou frequente, repentina ou mais intensa, aumentar de intensidade gradualmente ou ocorrer de forma intermitente (vem e vai).

Quase sempre manifesta em ciclos coordenados com o menstrual: todos os meses antes ou durante a menstruação.

Para saber quais doenças podem manifestar dor abdominal pélvica sugerindo a possibilidade de infertilidade, continue a leitura deste texto.

O que é infertilidade?

Ainda que muitos casais tenham dificuldades para engravidar, a infertilidade é definida como a incapacidade de conceber após 12 meses ou mais de relações sexuais desprotegidas sem sucesso.

Quando a mulher está acima dos 36 anos, deve ser considerado um tempo menor para se iniciar uma investigação, de seis meses. Acima dos 40 diminui ainda mais: se após dois ou três meses de tentativas não houver concepção, é importante procurar auxílio médico.

Os problemas de infertilidade de um casal podem ser causados igualmente por fatores femininos ou masculinos, por isso, se houver suspeita, o parceiro também deverá ser investigado. Muitas vezes, inclusive, a infertilidade masculina é descoberta diante da tentativa frustrada de engravidar a parceira.

A dor abdominal inferior, entretanto, geralmente é característica de infertilidade feminina, embora diferentes problemas de saúde, em ambos os casos, também possam causar dor na região.

O que causa dor abdominal?

A dor abdominal pode ser provocada dos problemas mais simples aos mais complicados. Veja abaixo os mais comuns:

Se o problema for nos órgãos reprodutivos, a manifestações ocorre abaixo do umbigo. Porém, problemas renais, intestinais e distúrbios urinários, também causam dor na região.

Por isso, para identificar a causa, diferentes exames são realizados. Para avaliar os órgãos reprodutivos, por exemplo, o exame normalmente solicitado inicialmente é a ultrassonografia transvaginal, enquanto a ressonância magnética e eventualmente a tomografia computadorizada possibilitem uma avaliação mais ampla, abrangendo todos os órgãos abdominais com mais detalhes.

Outros testes específicos podem ser solicitados de acordo com os resultados diagnósticos.

O que pode levar à infertilidade feminina e masculina?

Diferentes condições podem causar a infertilidade feminina, as mais frequentemente registradas são os problemas de ovulação, alterações uterinas e obstruções nas tubas uterinas, que surgem como consequência de outras patologias, endometriose e miomas uterinos, por exemplo, estão entre elas e, assim como outras, têm a dor abdominal como uma de suas manifestações:

A ureterite, inflamação da uretra, pode resultar em infertilidade feminina ou masculina e, da mesma forma, manifestar dor na parte inferior do abdome.

Além disso, a infertilidade masculina pode ser ainda provocada por outras condições, no entanto, a dor abdominal não está entre os possíveis sintomas manifestados por elas. Exemplos incluem:

Tratamentos e reprodução assistida

O tratamento é indicado de acordo com a causa que provocou a dor abdominal e o problema de fertilidade. Ao mesmo tempo que considera o desejo da paciente em engravidar no momento em que é realizado. Pode ser farmacológico, cirúrgico ou pelas técnicas de reprodução assistida, que aumentam as chances de gravidez quando há problemas de infertilidade feminina ou masculina.

As três principais são a relação sexual programada (RSP), inseminação artificial (IA) e fertilização in vitro (FIV).

A RSP e IA são classificadas como de baixa complexidade, pois a fecundação acontece naturalmente, nas tubas uterinas. Por isso, são mais adequadas para mulheres com até 35 anos que tenham as tubas uterinas saudáveis, problemas de ovulação e/ou endometriose nos estágios iniciais.

Na RSP os espermatozoides também devem estar saudáveis pois o objetivo do tratamento é programar o momento mais adequado para intensificar a relação sexual.

Já na IA, podem ter pequenas alterações na morfologia e motilidade, pois os melhores são selecionados por técnicas de preparo seminal e posteriormente depositados no útero durante o período fértil da mulher. É indicada ainda quando há problemas na função sexual

Na FIV, por outro lado, a fecundação ocorre em laboratório. Por isso é mais adequada para mulheres acima de 36 anos, com obstruções nas tubas uterinas, endometriose em estágios mais avançados, ou quando a infertilidade feminina ou masculina é provocada por fatores mais graves.

As chances de gravidez nas técnicas de baixa complexidade acompanham as da gestação natural: entre 20% e 25% a cada ciclo de tratamento. Já a FIV possui percentuais bem mais altos: em média 50% por ciclo.

Entenda melhor a infertilidade feminina tocando aqui.

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